sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
“Mãe, sou vegetariano!”
(Essa frase, podem apostar, causa mais impacto do que a célebre frase “Mãe, sou gay!”. Duvidam? Façam o teste... Podem fazer mesmo!)
Não.
Eu não estou aqui pra defender o movimento vegetariano, nem o movimento Vegan, nem o movimento não-coma-carne-pelo-amor-do-senhor, nem o movimento alimente-se de sol... Nada disso.
Vim aqui, pois não agüento mais.
Olha, não é por nada, mas acho uma puta injustiça essa campanha do Vista-se. Não discordo de ser uma SUPER campanha a favor do vegetarianismo, mas convenhamos... É quase um fanatismo.
Vamos falar da CARNE.
(Tudo bem. Eu sou vegetariana, antes de qualquer coisa -para os que me conhecem-.).
Voltando pra carne.
Concordo plenamente que o processo para a carne chegar na embalagem do mercado, é, para falar o mínimo, nojento. Isso pq nem vamos falar da salsicha (pelo amor...!). É um processo sujo e imundo, que gasta muita água “desnecessariamente”. Pra quem não sabe, para se fazer 1kg de carne são gastos 15 litros de água. E por aí vão os gastos e o processo sujo.
Também existem os óbvios e também cruéis maus-tratos com os animais e toda a dor com que sofrem. E que fique claro que são pelos motivos de saúde e maus-tratos que abomino carne.
Vamos para a parte realista.
Ok, a carne tem um processo sujo e faz os animais sofrerem. Mas vamos lá... Você vai chegar num local onde a fome reina soberana e falar: “Hey amigão, larga esse bife e toma esse alface!” Não, você não vai falar. Você vai é comprar mais carne pro garoto. E sabe pq? Pois você SABE que a carne tem aqueles nutrientes que o moleque precisa, pois você sabe que o alface não vai matar a fome dele!
Agora me diz se não é injusto fazer um puta apelo emocional para os animais não sofrerem, se eles se esquecem de que temos pessoas que sofrem TANTO QUANTO os animais pela fome?
É, eu acho injusto. (Não obrigo você a pensar assim também).
Não sou hipócrita. Falo mesmo, sem medo que, eu daria um bife pra alguém que eu visse passando fome. Pois eu sei que sustenta, que tem proteínas. Não vou sair por aí gritando “Não maltratem os animais!” se eu tenho vontade mesmo é de falar “Não maltratem os seres humanos!”.
Pronto, falei.
Eu IA falar do leite e derivados. Mas não vou falar mais não.
Não tomo leite pq não gosto. Só de pensar naquela coisa branca, quente ou gelada, já me dá ojeriza. Juro. Não posso com leite.
Mas agora... Não comer queijo e companhia pois é derivado de leite, que vem da vaca, que sofre com a retirada do leite... É demais pra mim! Queijo é uma fonte riquíssima de proteínas, além de ser delicioso. Não consigo me conformar com alguém que coma TOFU e diga que é melhor! Pra mim é uma mentira deslavada só pra lavar a honra vegan.
Tudo hipócrita.
Tudo é bom quando tem um limite. Passou disso, é fanatismo.
Não como carne vermelha por ideologia, pela minha saúde e pelo menor sofrimento dos animais. Não como carne pq tenho o LUXO da escolha que não querer comer carne. E acho uma injustiça grande demais generalizar.
Tenho dó dos animais. Mas tenho AMOR pelos humanos que sofrem tanto quanto.
Pronto.
Precisava falar.
(Não disse que causava impacto?)
(2008)
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Desabafo.
Vai, levanta! Acorda, cê tá atrasada. Daqui a pouco o cara passa e você ainda nem saiu dessa cama. Ta me ouvindo? São quase seis e meia e você aí ainda!!! Levanta! Não tem nada pra você levar, então pega seu dinheiro e compra alguma coisa na escola mesmo.
Ahhh menina você não sabe! Ontem saí com o fulano né, nega, você não imagina. Eu acho que gosto mais do carro do que do menino mesmo. Sério, sem brincadeira. Sem contar que ele gastou horrores comigo! Não ta me ouvindo??? Você tem inveja, isso sim. Não ta prestando atenção em mim porquê? E daí que tem prova, não estudei mesmo. Ta estudando? Deixa disso, credo. Presta atenção, ainda não terminei de contar da noite de ontem. Como assim depois você me escuta? O que é que você tem hein? Credo!
Nossa, deixa eu te contar. Aconteceram uns problemas e o chefe quer fazer uma reunião pela Internet mesmo, nada de mais. Não sei muito bem, parece que não fizeram o trampo bem feito, só isso. Ta tudo bem? Parece meio cansada... Não, a reunião não é pra hoje, é amanhã. Hoje tem trampo demais pra gente ficar fazendo reunião. Aliás, já terminou de ver aquelas fotos que eu te falei? Leu aquela matéria que saiu no tal site, pra gente fazer a matéria? Ainda não??? To com pressa, seria legal você já ter visto né. Mas tudo bem, lê e me diz o que achou. É, esse é pra hoje. Claro! Faz as fotos também. Tudo pra hoje, isso mesmo.
Viu... Vem cá! Que sujeira é essa? Você acha que não mora nessa casa, ou ta me achando com cara de empregada mesmo? Ta vendo essa sujeira? Olha pra mim, eu ainda to falando com você, desgruda dessa merda de computador e essas fotinhas. Sabe o que você faz? Larga isso, pega uma vassoura e um pano e vai limpar! Eu to saindo, vou fazer compras e vou voltar tarde. Quero chegar e essa casa estar limpa, entendeu? O seu trabalho? Quando isso for trabalho você me avisa. Mas que seja, limpa tudo isso depois você volta a olhar pra essas fotos aí.
Já leu a matéria? Ainda não?! Como assim? É pra hoje! Faz assim, lê e me entrega amanhã junto com a resenha, pode ser? Obrigada. As fotos... Já fez? Ótimo. Então até amanhã.
Oi, estava com saudades. Como foi o seu dia? Você ta falando pouco, ta cansada? Olha, sinceramente eu não gostei daquilo que eu vi, não gostei mesmo. Parece que faz de propósito. Está dormindo? Eu aqui, falando com você e você me dorme? Francamente.... Boa noite.
Então querida, a gente tem de acertar umas coisas em casa, daria pra você pagar essa continha pra mim? Nada de mais. Ta cansada? Parece que sim, ta bocejando até! Ta tudo bem? Então ta. Paga pra mim amanhã, depois te dou o dinheiro. Boa noite.
Boa noite, até amanhã.
E tudo de novo.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Ser igual é normal!
Mas eu hoje não concordo não. Acordei avessa às coisas.
Mas eu explico, como sempre.
Tem umas semanas por aí, em que eu venho pensando que ser igual é o que liga.
Dia desses, minhas colegas de classe disseram-me em alto e bom som: “Você é estranha!” (ou diferente, como preferirem). Um outro dia ainda, uma professora, com toda a educação do mundo, fez as vezes: “Mariana, você tem um estilo meio alternativo, não é?”.
É, eu tenho. Sou estranha mesmo.
E isso tudo pode soar como um pedido de desculpas, ou como ironia. Ou mostrar como eu simplesmente não entendo nada sobre o mundo moderno, e como eu sou quadrada.
Quando eu era menor, eu tinha um instinto quase que animal para a arrumação. Era uma coisa meio devota, parecia doença. Os tempos foram passando, e eu descobri que essa minha loucura de arrumação, além de ser TOC (desculpa, minhas coleguinhas talvez não saibam; então, vão procurar na wikipédia!) era uma vontade absurda de fazer caridade.
É simples: eu simplesmente tinha, e ainda TENHO vontade de doar tudo o que não me serve para as pessoas que necessitam.
Na minha ingenuidade, eu gostaria que todos pensassem assim. Mas não. Eu sou antiquada, e tenho de me acostumar com a idéia de que são poucas as pessoas que pensam assim.
Portanto, me desculpem a minha doença por arrumação. Não sou igual, não sou normal.
Ainda no assunto da minha [não tão distante] infância, eu tinha um costume estranho... Estranho mesmo. Minha mãe já chegou a cogitar que era [outra] doença, talvez que até não tivesse cura. Podia ou não ser contagiosa, e, vá saber, poderia levar a morte. Mas não essa morte comum, morte social.
A doença era uma coisa meio difícil dos médicos entenderem, afinal, que mal há em uma criança que gosta de ler livros? Estranho.
Mas não posso fazer muita coisa, pois essa doença me acompanha até os dias de hoje. E foi evoluindo, evoluindo. Evoluiu tanto que hoje em dia eu gosto de estudar!
Céus, não sou normal.
Evoluiu mais! Fez-me não querer mais assistir tanto a televisão, a não acompanhar novelas, a não assistir Big Brother! Não sou normal ainda.
E digo mais, me fez gostar de política! É o meu fim. E quando me empolgo nos livros, nas pesquisas, nas coisas que descubro, quero conversar com alguém (até aí, acho que é uma atitude normal). Então, vou procurar alguém que queira conversar...
... Não acho. Infelizmente as minhas coleguinhas só lêem uma revista semanal, e quando o assunto já é meio esquecido da memória, simplesmente não se lembram (memória curta, sabem como é...). Sou estranha mesmo.
Mas agora, o ápice da minha falta de normalidade, talvez seja o amor.
Talvez eu tenha de pedir desculpas a Deus (aquele católico, americanizado de olhos azuis, personificado, já que outro não posso falar que existe!) todo dia por ir me deitar e por me levantar sempre pensando no mesmo homem! Sinto às vezes que isso é errado.
É errado pois eu disse HOMEM, ser humano. Não disse carteira, cartão de crédito, carro, casa, lugares caros. Eu disse homem.
Por Deus, devo estar ficando louca.
Enquanto todas procuram desesperadamente por alguma carteira sem dona, ou por um carro com o banco do passageiro vazio, eu procuro só uma pessoa! Estranho demais pro meu mundo tudo isso.
Tenho de pedir desculpas por não ter vergonha de falar quem amo uma pessoa que não tem tudo isso. Tenho de me desculpar também por dizer que eu sinto prazer (Oh céus, falei demais, me desculpem novamente.).
Devo estar enlouquecendo, de fato.
Também não deve estar muito bem, no que diz a tudo mais.
Tenho um trabalho estranho, vou fazer uma faculdade estranha. Nunca fui desesperada com o vestibular, nunca fui louca atrás de um homem (no sentido de COISA), nunca quis muito dinheiro. Eu amo um som que alguns nunca ouviram falar (fato que Jazz, Blues, Soul e algumas bandas são ditas como coisas de outro mundo, cultura estranha, claro...)
É, ser igual é normal.
Como já diz uma frase célebre: “Ou você morre como um herói, ou vive tempo suficiente para se tornar o vilão”.
Talvez eu seja o vilão.
Todos os heróis são iguais (com exceção do meu amado Batman): tem super poderes, alguns sabem voar, outros escalam melhor, outros correm, alguns pegam fogo... Tudo muito clichê.
Prefiro ser o vilão.
Ser igual é normal... (mais normal do que você pensava)
Alguém discorda?
(2008 - numa fase revolta do dia)
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
O talzinho...
Ta certo, dezessete anos não é lá uma idade tão grande assim. E confesso que, talvez, me falte muito ainda. Mas, creio que estes apenas dezessete anos me revelaram muita coisa.
Não que eu tenha passado todo esse tempo tendo revelações, afinal, como o começo já diz, foi aos dezessete que eu abri os olhos para a vida.
Enfim...
E não foram revelações dignas de um prêmio Nobel, já aviso. Mas deveriam ser, honestamente. Portanto, se você espera uma revelação científica ou biológica fantástica, por favor, dirija-se a outro blog.
Sempre fui uma pessoa que procurava o certo no lugar errado (acredito até que todos sofram desse mal que abate o mundo dos sozinhos). Era como procurar um navio no aeroporto, ou outra coisa do tipo. Ou seja, eu sempre procurava a felicidade no buraco errado.
Achava que a felicidade estava em bistrôs caríssimos, em cafés demorados em lugares quase impagáveis. Achava que a felicidade estava em algum almoço ou jantar com pessoas meio importantes. Acha que estava no status, no excesso de trabalho, essas coisas...
Tinha medo de assumir a minha real personalidade. Assim como demorei pra assumir o meu verdadeiro lado espiritual. Tinha medo da reação alheia, essas coisas.
E tinha uma certeza convicta que trabalhar com mais de uma pessoa era a morte pra mim.
Mas, aos dezessete anos eu abri os olhos pra vida.
Percebi que a felicidade não se encontrava nos bistrôs, nos cafés ou nos jantares. Ela estava bem mais perto, sempre ali. E então, o que me faltava? Depois conto disso.
Descobri que a felicidade estava tão perto, mas tão perto mesmo que me ofuscava a vista e não me deixava ver. Deprimente.
Tomei consciência de que eu não assumira antes a minha personalidade, pois não era completamente satisfeita comigo mesma. Faltava-me a tal da felicidade. Do lado espiritual então... Nem se fala. E então, o que me faltava?
Quanto a minha certeza convicta de que não nasci para trabalhar em equipe... Bem, essa ainda permanece. Acho que não gosto de estar com mais de uma pessoa e sentir a necessidade de criticar alguma coisa que eu não gostei. E, acreditem, isso me ocorre com muita freqüência. Uma freqüência que eu abomino tanto e que tento expulsar de dentro de mim, mas, como todo vício, é mais forte que eu.
Por falar em vício, esqueci de comentar o tabaco.
Esse, pobre dele. Teve de ir embora quando eu menos esperava e os meus problemas nasais (lê-se problemas com “ite”... Se é que me entendem...) me atacaram subitamente.
Coitado do tabaco, faz tempo que não o vejo.
Voltando...
E então, o que será que me faltava?
No fundo, assumo, eu já sabia o que me faltava. Era aquilo que eu sempre buscava no buraco errado (além da felicidade).
Era ele... O talzinho.
Por vezes me pego pensando em como pude procurá-los em tantos lugares errados de uma vez só. Até me assusto com a minha ignorância nesse aspecto. (Isso eles não ensinam com toda a clareza que se precisa nos livros!).
Mas no fundo eu sabia... Sabia que era o lugar errado, a hora errada, o tempo errado. Sabia que ali, o que eu buscava não encontraria nunca. Então, me contentava com os bistrôs, com o meu trabalho excessivo, (maneira estranha de aliviar essa a minha... Com trabalho), nos cafés.
Por fim, um dia, quando eu menos esperava, o talzinho se apresentou pra mim. Da forma mais inesperada, mas com a qual eu tento procurei.
Apresentou-se numa tarde meio ensolarada, com um pouco de frio. Assim mesmo. O talzinho de quatro letras se apresentou pra mim.
No começo, claro, não acreditei. E é engraçado como nos temos uma resposta automática para quando encontramos (subitamente) por aquilo que estávamos procurando: Desconfiamos!
Desconfiamos de tudo. Desconfiamos do jeito, do ar, do tempo, das palavras, do cheiro, do gosto, desconfiamos até da dor! É... Jeito estranho esse o nosso. (É claro que também existem aqueles que acreditam em tudo... E, sinceramente, não sei qual dos dois sofre mais...).
Mas, como não tive muita escolha e como meu corpo não estava mais me obedecendo, pois ele já sabia que havia encontrado tudo junto, ali, naquele momento... Deixei-me levar.
E então, finalmente, descobri o que me faltava. Amor.
Agora eu penso que todos já esperavam por essa resposta, com certeza. E não é por menos. Todos nós (sem medo de generalizar aqui) esperamos pela mesma coisa. Esperamos pelo momento em que nossa alma irá se encontrar com a alma de uma outra pessoa. E então, fazer dessa pessoa parte de nós mesmos.
Os mais duros e os mais céticos dirão que não, e eu retruco: Mentirosos!
Foi somente com este sentimento que descobri que a felicidade não se encontrava nos bistrôs, nem nos cafés e nem nos jantares. Eu descobri, e mais, tive a certeza absoluta, que a felicidade total se encontra na sinceridade, num simples sorriso.
“Que coisa mais aborrecida”, eles dirão.
Pode até ser pra quem lê sem nunca ter passado por experiência igual. Porém, no fundo sabem que precisam disso também. É normal não querer assumir, não se reprima. E pode apagar esse seu sorriso amarelo do rosto. Não estou te reprimindo.
Mas é isto mesmo. A felicidade se encontra em poder ajudar o outro, de poder servir de fonte de felicidade para outra pessoa. Somos seres sociáveis, precisamos (mesmo que inconsciente) de outra pessoa para viver. Não seria diferente na nossa felicidade.
Se algum cientista está lendo ainda, talvez saiba que é verdade. Caso contrário, já teria mudado de blog lá no começo, ou lá pelo meio.
Eu só fico imensamente feliz de ter descoberto isto com dezessete anos, apenas. Pois pessoas demoram a vida inteira atrás daquilo que, simplesmente, não é.
Por fim, deixo um recado: Deixe-se amar.
(2008)
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Da água para... ?
E eu andei reparando que as mudanças muito tem a ver com a água. É, a água.
Que todos nós temos medos das mudanças, isso não é novidade pra ninguém. Esse medo deve ser inato, com toda certeza. E, desse jeito, podemos começar a comparação com a água.
A água “nasce” sem saber ao certo o seu rumo. Assim somos nós.
Ao longo da vida, vamos tomando decisões, nem todas certas, nem todas erradas e com isso, vamos descobrindo caminhos novas, conhecendo novas pessoas, tendo novas experiências, e por aí vamos. Igualmente para a água, que do mesmo jeito que nós, vai abrindo caminhos novos, conhecendo outros lugares.
Foi exatamente neste momento da minha reflexão que parei para reparar as águas que me cercavam. É fato que não iam muito além da água da torneira e aquela água parada na frente de minha casa, mas já me serviu muito.
O primeiro pensamento que me ocorreu foi o inato medo das mudanças; Na falta de coragem de assumirmos algumas novas responsabilidades e de deixarmos algumas outras velhas, soltas. Soltas à sorte de outra pessoa que venha a tomá-las. Desse jeito nos limitamos, colocamos barreiras inexistentes na sua existência e, por vezes, perdemos oportunidades únicas em nossas vidas. Esse medo talvez, façam algumas águas jamais chegarem ao oceano. O medo de percorrerem caminhos novos as fazem incapazes de chegaram no lugar mais alto do “podium marítimo” que é o oceano, em toda a sua imensidão. Essas, talvez, sejam as aguinhas paradas que eu estava a observar na frente de minha casa.
E o que falar daquela água do bonito ornamento da piscina do vizinho?
Parece meio incomum, mas tem lá a sua lógica. Ela lá, toda arrumada, correndo e escorrendo em um tempo determinado... Eu acho que é a água hipócrita. Aquela que morre de vontade de sair dali, mas por pura acomodação não sai. Prefere ficar ali, pra todos apreciarem a beleza externa. Mas, por dentro, passa por tubulações enferrujadas e ela fica ali, desejando e, ao mesmo tempo desprezando toda a vontade de mudar.
E com nós, humanos, não haveria de ser diferente.
Muitos de nós não nos damos à oportunidade da mudança por pura acomodação. Achamos que não podemos melhorar e simplesmente deixamos os nossos sonhos de lado. Por vezes, até os desprezamos e nos policiamos para não mais pensar nisso; pois não passam de, quem sabe, aventuras.
Sufocamo-nos e, hipocritamente, jogamos a culpa em outrem.
Já que estamos no termo ecológico, a poluição também me preocupou.
Assim como o lixo estraga o rio, do mesmíssimo jeito, as pessoas nos estragam. Não as pessoas, em aspecto físico, mas no caráter. Aquelas que não querem o nosso bem, sabem? Essas são o tipo maior de poluição na nossa vida. Lixo puro mesmo.
Todos nós, assim como os rios mais modernos, deveríamos ter o nosso próprio dispositivo interno de limpeza, de filtração. Pois quantas vezes não nos deixamos levar por pessoas de pensamento leviano quanto aos nossos projetos de vida?
Da água do córrego é melhor nem comentar...
Falta a nós escolhermos: Tentar até chegar ao oceano, ou encarnar algum desses tipo de água...
